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A Cabala

A palavra CABALA vem de Kaballah, que por sua vez vem da raiz kabbel, que significa Receber. Compõe-se de diversos livros, sendo o mais expressivo dele o ZOHAR, obra atribuída ao rabino Simeon Ben Yochai, que viveu no século II. Zohar significa “Livro do Esplendor” . Para um estudo profundo e exato da Cabala é necessário que isso seja feito em hebraico. O hebraico se constitui de 22 letras, consideradas alfabeto sagrado. No hebraico as letras também são números, o que significa que o estudo da Cabala também requer estudos de alta matemática.

 

No idioma hebraico  há três letras-mães, que são  Aleph, Mem e Shin.  Há sete letras duplas, que são Beith, Ghimel, Daleth, Kaph, Pé, Resch e Tav .   E há doze letras simples ou elementares , que são Hé, Vav, Zain, Heth, Teth, Iod, Lamed, Noun, Samekh, Ayin, Tsade, e Qof.
A Cabala é chamada de Árvore da Vida  porque é representada por Dez Esferas interligadas, cada qual representando um Princípio-Regente. Essas  esferas-princípios são chamadas de Sefirot.
Na imagem ao lado você confere uma representação da Árvore da Vida:

 

As Sefirats são explicadas do seguinte modo, de acordo com Eliphas Levi:

 

1  – Kether – A Coroa, o poder equilibrante;

2  – Hocmah – A Sabedoria, equilibrada na sua ordem imutável pela iniciativa da Inteligência;

3  – Binah – A Inteligência ativa, equilibrada pela Sabedoria;

4  – Chesed – A Misericórdia,  segunda concepção  da  Sabedoria, sempre benévola porque é forte;

5  – Geburah – O Rigor necessitado pela própria Sabedoria e pela Bondade. Sofrer o mal é impedir o bem.

6  – Tiphereth – A Beleza, concepção luminosa dos equilíbrio nas formas, o intermediário entre a coroa e o reino, o princípio mediador entre o criador e a criação;

7  – Netsah – A Vitória, triunfo eterno da Inteligência e da Justiça;

8  – Hod – A Eternidade das vitórias do espírito sobre a matéria, do ativo sobre o passivo, da vida sobre a morte;

9  – Iesod – O Fundamento, isto é, a base de toda crença e de toda a verdade, o Absoluto;

10 – Malkuth – O Reino, o Universo, a Criação, o espelho de Deus, a Razão Suprema.

O estudo da Cabala está na raiz de quase todos os sistemas mágicos, e esse conhecimento é essencial a qualquer magista.  Mas como requer um estudo muito sério e aplicado nem todo candidato a magista se submete ao rigor do estudo cabalístico, especialmente quanto a compreender o alfabeto hebraico, sem o que não pode haver nenhum estudo sobre a cabala, conforme expliquei acima. O ponto de partida de toda cabala é o alfabeto. O alfabeto dos hebreus é composto de vinte e duas letras ;  entretanto, essas letras não são colocadas ao acaso, uma após a outra.  Cada uma delas corresponde a um numero, de acordo com a sua classificação, a um hieróglifo segundo a sua forma, a um símbolo segundo a sua relação com as outras letras. Todas as letras derivam de uma delas, o  iod, como será explicado. O  iod  as gerou da seguinte maneira :

 

  1. a)Três letras mães:

A – (Aleph)

M – (Mem)

S  – (Schin)

 

  1. b) Sete letras duplas  (duplas porque exprimem dois sons, um forte e positivo, e outro fraco e negativo):

B –   (Beith)

G –   (Ghimel)

D –   (Daleth)

Ch – (Kaph)

Ph – ( Phé)

R –   ( Resch)

T –   (Tav)

 

  1. c) E doze letras simples, formadas pelas demais letras.

 

Cada letra hebraica representa três coisas:

 

1 – Uma letra, isto é, um hieróglifo;

2 – Um número, o da ordenação da letra;

3 – Uma ideia. Combinar as letras hebraicas é combinar números e ideias, daí a criação do Tarot.

 

Cada letra, sendo uma potência, está ligada mais ou menos intimamente com as forças criadores do Universo. Essas forças evoluem nos três mundos : físico, astral e psíquico ; cada letra é o ponto de partida e de chegada de uma série de relações. Combinar palavras hebraicas é, então, agir sobre o próprio Universo, daí o uso de nomes hebraicos em muitas cerimônias mágicas.

 

Conhecido o alfabeto hebraico em geral, é preciso estudar o significado e as relações de cada uma das 22 letras do alfabeto. Os antigos rabinos, os filósofos e os cabalistas explicam, segundo seu sistema, a ordem, a harmonia e as influências dos céus sobre o mundo, pelas 22 letras hebraicas que compreende o alfabeto místico dos hebreus.

 

Este alfabeto designa:

 

1 –  Do Aleph ao Iod, o Mundo Invisível, isto é, o Mundo Angélico (inteligências soberanas que recebem as influências da primeira luz eterna, atribuída ao Pai de quem tudo emana);

 

2 –  Da letra Kaph à letra Tsade, diferentes  ordens de anjos que habitam o mundo visível, isto é, o mundo astrológico atribuído a Deus, o Filho, que significa a sabedoria divina que criou essa infinidade de astros, que circulam na imensidão do espaço, onde cada um está sob a salvaguarda de uma  inteligência especialmente encarregada pelo Criador de os conservar e de os manter em suas órbitas, a fim de que nenhum astro possa perturbar a ordem e a harmonia que Ele estabeleceu;

 

3 –  A partir da letra Tsade à última, letra Tav (ou Thau), designa-se o mundo elementar atribuídos pelos  filósofos ao Espírito Santo.  É o soberano dos Seres, quem dá a alma e a vida a todas as criaturas.

 

Uma curiosidade que nem todo magista observa é que nessa divisão esquemática da Árvore da Vida, pelo traçado das linhas, se formaram 3 grupos de Sefirot:   A coluna do CENTRO liga  Kether, Tiphereth, Iesod e Malkuth, Princípios onde estão ambas as polaridades, a masculina e a feminina, juntas.
Na coluna da ESQUERDA estão ligadas Binah, Geburah, e Hod, que regem o Princípio Feminino.
Na coluna da DIREITA estão ligadas Hocmah, Chesed e Netsah, regentes do Princípio Masculino.

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